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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

SALMO 34


SALMOS DE CELEBRAÇÃO DE VITÓRIAS – CONFIANÇA EM DEUS -SALMO 34
SALMO 34

SALMO DE DAVI, QUANDO SE FINGIU DE AMALUCADO NA PRESENÇA DE ABIMELEQUE FUGINDO DE SAUL EM I Sm 21. 10-15.

SALMO 34
1 – 3 – ADORAÇÃO

4 -10; 15, 17- 20; 22 – DEUS NOS DARÁ LIVRAMENTO, LIBERTAÇÃO, REFÚGIO SE O BUSCARMOS, CONTEMPLÁ-LO, CLAMARMOS, PROVÁ-LO, TEMÊ-LO E CONFIARMOS NELE E CONDENARÁ AQUELES QUE NOS ODEIAM – 16, 21.

11 – 13- O PERIGO DA LÍNGUA SEM CONTROLE
  1. O FALAR É UM TEMA IMPORTANTE PARA O LIVRO DE TIAGO.
    1. O PECADO NO FALAR É EXTREMAMENTE FÁCIL DE PRATICAR, PORQUE NÃO NECESSITA DE UMA CONDIÇÃO EXTERNA, MAS ESTÁ INTIMAMENTE RELACIONADA COM NOSSA MENTE - NÓS PENSAMOS COM PALAVRAS E COM O CORAÇÃO - A BOCA FALA O QUE ESTÁ CHEIO O CORAÇÃO.
  1. TIAGO NOS EXORTA PARA A NECESSIDADE DA TRANSFORMAÇÃO DO NOSSO CORAÇÃO E NOSSA MENTE QUE FALA TAMBÉM EM
Mt 15. 17-20.
A FALA É UM DOM DE DEUS, UM DOM DE COMUNICAR LOUVOR E ADMIRAÇÃO À MAJESTADE DE DEUS, MAS QUE TAMBÉM PODE SE TORNAR UMA FERRAMENTA DE ORGULHO, ÓDIO, BLASFÊMIA E ENGANO DIABÓLICOS.
DUAS EVIDÊNCIAS MANIFESTADAS NO FALAR

I. O FALAR EVIDENCIA SE GENUINAMENTE SOMOS CRISTÃOS–Tg 3.6

TODOS TROPEÇAM NO FALAR
- ADÃO – Gn 3.12
- EM ROMANOS 3.9–14, PAULO APRESENTA UM RESUMO DA PECAMINOSIDADE DA BOCA DO HOMEM. A HOSTILIDADE NO FALAR, O ENGANO, A MENTIRA PARA MANIPULAR SITUAÇÕES, O USO DA LINGUAGEM PARA TORNAR UMA HISTÓRIA MAIS ENGRAÇADA, FALAR, MESMO A VERDADE, PARA DENEGRIR OUTRA PESSOA, ETC.

OUTROS TEXTOS
Sl 35.28 – HÁ CONSTANTE LOUVOR E GRATIDÃO NOS LÁBIOS DE ALGUÉM TRANSFORMADO.
Pv 10.21; 12.18; 15.4 – A LINGUAGEM DE ALGUÉM QUE PASSA POR UMA EXPERIÊNCIA GENUÍNA COM DEUS TRANSMITE VIDA, CURA, E ALIMENTA OUTROS.
Sl 64. 3, 4, 7, 8 – AS PALAVRAS SÃO SÍMBOLOS DA CONDIÇÃO ESPIRITUAL DE UMA PESSOA.

CUIDADO COM COMENTÁRIOS CRÍTICOS SOBRE OUTRAS PESSOAS, POIS ISTO ESTÁ RELACIONADO COM PECAMINOSIDADE. UMA FÉ VERDADEIRA E CONSISTENTE SE EVIDENCIA NA AUSÊNCIA DE FOFOCA, NA AUSÊNCIA DE PALAVRAS HOSTIS, NA AUSÊNCIA DE RECLAMAÇÃO E NA AUSÊNCIA DE OFENSAS. A FÉ AUTÊNTICA PRODUZ MUDANÇAS NO FALAR DO FILHO DE DEUS E EVIDENCIA ESSA FILIAÇÃO E O TIPO DE RELACIONAMENTO QUE ELE TEM COM O PAI.

  1. O FALAR EVIDENCIA A MATURIDADE DO CRISTÃO – Tg 3. 2-4
A PARTIR DO MOMENTO QUE NOS CONVERTEMOS ENTRAMOS EM UM PROCESSO DE CRESCIMENTO :
- NASCIDOS DO ALTO, DE DEUS – Jo 1.12
  • SOMOS GERAÇÃO DE DEUS – Tg 1.18
  • SE SOMOS FILHOS DEVEMOS TRAZER AS MARCAS DO SEU CARÁTER! Rm8.29

OS PECADOS COMETIDOS PELO FALAR SÃO OS MAIS DIFÍCEIS DE ABANDONAR. SÃO OS QUE MAIS RELUTAMOS EM PERMITIR QUE DEUS ELIMINE. SE VOCÊ DOMINA A LÍNGUA, CHEGOU À MATURIDADE.

  1. TIAGO USA DOIS EXEMPLOS INTERESSANTES:
1. FREIO NA BOCA DO CAVALO – UM PEQUENO INSTRUMENTO PARA CONTROLAR O ANIMAL E CONDUZI-LO TODO, NÃO SÓ A BOCA.
2. LEME DO NAVIO – PROPORCIONALMENTE AO NAVIO, ELE É MUITO PEQUENO, MAS UMA VEZ O CAPITÃO DIRECIONA O LEME, TODO O NAVIO VAI PARA O LUGAR DESEJADO.
SE CONTROLARMOS NOSSA LÍNGUA, TODO NOSSO CORPO, TODA NOSSA VIDA VAI ESTAR SOB CONTROLE. É NESSE SENTIDO QUE O NOSSO FALAR EVIDENCIA A SANTIDADE.

MAS O SER HUMANO É INCAPAZ DE DOMAR A PRÓPRIA LÍNGUA – Tg 3.8
COMO FAZER ENTÃO? Sl 141.3

  1. HÁ TRÊS VERDADES ACERCA DO FALAR QUE DEVEM SER ADMINISTRADAS:

1. A LÍNGUA É POTENCIALMENTE DESTRUTIVA, MAS TAMBÉM EDIFICANTE - Tg 3. 5, 6, 9 –
O CARÁTER DE UMA PESSOA REFLETE-SE NO SEU FALAR, E DETERMINA SE HAVERÁ BENEFÍCIO PARA ELA, ASSIM COMO PARA OS QUE A CERCAM. - Pv 18.21; 13.3; 11.9-11.

A LÍNGUA É CAPAZ DO LOUVOR MAIS ALEGRE, MAS TAMBÉM DA CRUELDADE MAIS DEVASTADORA.

2. A LÍNGUA NÃO PODE SER CONTROLADA PELO HOMEM, MAS PODE SER CONTROLADA POR DEUS. - Tg 3. 7-9
DEVEMOS PEDIR A DEUS QUE A CONTROLE POR NÓS – Sl 141.3

3. A LÍNGUA É AMBÍGUA – AFETA NEGATIVAMENTE O QUE É BOM – Tg 3. 10-12

AQUELES QUE FORAM TRANSFORMADOS PELO ESPÍRITO DE DEUS DEVEM MANIFESTAR INTEGRIDADE E PUREZA DE CORAÇÃO, ATRAVÉS DE PALAVRAS PURAS E EDIFICANTES.

EXEMPLO: NA CASA DE DEUS LOUVANDO A DEUS MARAVILHOSAMENTE, ENTÃO FAZ UM COMENTÁRIO MALDOSO DE UM IRMÃO EM RELAÇÃO À ROUPA ETC. PRONTO ESTRAGOU TUDO!

      1. LEMBREMOS QUE UM DIA IREMOS RESPONDER DIANTE DE DEUS PELOS COMENTÁRIOS, PELAS FOFOCAS QUE FIZEMOS – Mt 12. 36-37




SALMO 118


SALMOS DE CELEBRAÇÃO À REALEZA - MESSIÂNICOS - SALMO 118



SALMO 118 AUTOR E ASSUNTO 
 O livro Ed 3.10-11, nós lemos que "quando os construtores lançaram os alicerces do templo do Senhor, os sacerdotes, com suas vestes e suas trombetas, e os levitas, filhos de Asafe, com címbalos, tomaram seus lugares para louvar o Senhor, conforme prescrito por Davi, rei de Israel. Com louvor e ações de graças, cantaram responsivamente ao Senhor; porque ele é bom, e seu amor a Israel dura para sempre. E todo o povo louvou o Senhor em alta voz, pois haviam sido lançados os alicerces do templo do Senhor". Ora, as palavras mencionadas em Esdras são a primeira e a última sentenças deste salmo, e nós concluímos, portanto, que o povo salmodiou todo este canto sublime, e mais ainda, que o uso desta composição em tais ocasiões foi ordenado por Davi, que concebemos ter sido seu autor. O próximo passo leva-nos a crer que ele é seu tema, pelo menos em algum grau; pois está claro que o escritor fala de si mesmo em primeiro lugar, embora possa não ter se limitado a todos os detalhes da própria experiência pessoal. Que o salmista tinha uma visão profética de nosso Senhor Jesus é muito manifesto; as freqüentes citações deste salmo no Novo Testamento não deixam nenhuma dúvida; mas ao mesmo tempo não podia ter sido tencionado que toda frase e sentença fosse lida em referência ao Messias, pois isso requer muita engenhosidade, e interpretações engenhosas dificilmente são verdadeiras. Certos expositores devotos já conseguiram torcer a expressão de Sl 118.17, "Não morrerei; mas vivo ficarei", para fazê-la aplicável ao nosso Senhor, que realmente morreu, e cuja glória é que ele morreu; mas não conseguimos dedicar nossa mente a cometer tal violência contra as palavras da Escritura Sagrada. 

O salmo parece-nos descrever Davi ou algum outro homem de Deus que foi nomeado pela opção divina a um cargo alto e honrável em Israel. Este herói eleito viu-se rejeitado por seus amigos e compatriotas, e ao mesmo tempo sofreu violenta resistência de seus inimigos. Com fé em Deus, ele luta por seu espaço designado, e no tempo devido consegue obtê-lo de tal forma a demonstrar o poder e a bondade do Senhor. Ele então sobe à casa do Senhor para ofertar sacrifício e expressar sua gratidão pela divina interposição, todo o povo abençoando-o, e desejando-lhe abundante prosperidade. Este personagem heróico, que é difícil não crer que seja o próprio Davi, tipificou amplamente o nosso Senhor, mas não de forma tal que em todas as minúcias de suas lutas e orações devamos procurar paralelos. A sugestão de Alexander, de que quem fala é um indivíduo simbólico da nação, é bastante digna de atenção, mas não é incoerente com a idéia de que um líder pessoal possa ser pretendido, visto que aquilo que descreve o líder será em grande parte verdade com respeito aos seguidores. A experiência do líder é a dos membros, e pode-se falar de ambos em termos bastante iguais. Alexander acha que a libertação celebrada não pode ser identificada com nenhum incidente em particular, mas que é vê-lo como um canto nacional, adaptado igualmente para o surgimento de um herói selecionado e a edificação de um templo. Se uma nação é fundada de novo por um príncipe vitorioso, ou um templo fundado pela colocação de sua pedra fundamental num clima de alegria, o salmo é igualmente aplicável. 


DIVISÃO 

Propomos dividir este salmo assim: em Sl 118.1-4, os fiéis são chamados para magnificar o amor eterno do Senhor; em Sl 118.5-18, o salmista expõe a narrativa de sua experiência, e uma expressão de sua fé; em Sl 118.19-21, ele pede entrada na casa do Senhor, e começa o reconhecimento da salvação divina. Em Sl. 118.22-27, os sacerdotes e povo reconhecem quem os governa, engrandecem o Senhor por ele, declaram-no abençoado, e mandam que ele se aproxime do altar com seu sacrifício. Em Sl 118.28-29, o próprio herói agradecido exalta Deus, o eternamente misericordioso. 



SALMOS 87 E 101


SALMOS DE CELEBRAÇÃO À REALEZA - MESSIÂNICOS - SALMOS 87 E 101
SALMO 87


TÍTULO 

Um salmo ou cântico para os filhos de Corá. Um hino sagrado e um poema nacional. Uma teocracia combina as ideias religiosas e patrióticas em um só, e à medida que nações se tornam cristianizadas, suas canções populares se tornarão profundamente impregnadas de sentimentos piedosos. Julgado por esse padrão, nossa própria terra está muitíssimo atrasada. Este "salmo ou canção" foi composto pelos filhos de Corá ou foi dedicado a eles: como eles guardavam as portas da casa do Senhor, podiam usar esta bela composição como um salmo dentro das portas, e como um canto fora. 




ASSUNTO E DIVISÃO 

O canto é em honra de Sião, ou Jerusalém, e trata do favor de Deus àquela cidade situada entre as montanhas, das profecias que a tornaram ilustre e da honra de ser natural de lá. Muitos concebem que foi escrito na fundação de Sião, a cidade de Davi, mas será que a menção de Babilônia não significa uma época posterior? Parece ter sido escrito depois que Jerusalém e o Templo foram construídos, e desfrutara uma história, da qual gloriosas coisas podiam ser faladas. Entre outras maravilhas. 

O salmo 87, enfoca Sião, a cidade de Jerusalém, como a cidade de Deus. Agora, a celebração não é ao Messias, propriamente dita, mas à sua cidade-capital. Logicamente, estamos vendo uma linguagem figurada da Jerusalém, centro político e religioso do mundo hoje, e, também, da Jerusalém excelsa, aquela que nos aguarda no futuro em que a volta de Cristo será celebrada . 



SALMO 101 

TÍTULO 

Um salmo de Davi. Este é um salmo exatamente como o homem segundo o coração de Deus comporia quando estava para se tornar rei em Israel. É todinho Davi, direto, resoluto, devoto; não há sequer um traço de diplomacia ou vacilação; o Senhor o nomeou para ser rei, e ele o sabe, portanto ele tem o propósito em todas as coisas de comportar-se como convém a um monarca que o próprio Senhor escolheu. Se nós chamamos este de O SALMO ou RESOLUÇÕES PIEDOSAS, quem sabe vamos nos lembrar dele ainda mais prontamente. Depois de cânticos de louvor um salmo sobre a prática não só proporciona variedade, como chega muito adequadamente. Nunca louvamos melhor o Senhor do que quando fazemos aquelas coisas que são agradáveis à sua vista. 

Encontramos nesse salmo certa semelhança com o salmo 87 de Salomão. Davi se compromete com Deus em viver de um modo irrepreensível. É o desejo do rei de que tanto a sua vida pessoal (v.1 a 4) quanto as relações de amizade (v.5 a 8) reflitam uma integridade total de vida. 

“Portar-me-ei sabiamente no caminho reto .... andarei em minha casa com integridade de coração.” (v.2) 

O salmista retrata a sua intimidade mais profunda, desejando andar com retidão na presença do Senhor. É uma oração de petição. O salmista pede por santidade. Este salmo deve ser também a nossa oração. A pureza desejada pelo rei terreno é aquela que nós, crentes de hoje, devemos aspirar também. 












SALMOS 45 E 47


SALMOS DE CELEBRAÇÃO À REALEZA - MESSIÂNICOS - SALMOS 45 E 47

SALMO 45

TÍTULO

Os muitos títulos deste salmo marcam sua realeza, sua importância profunda e solene, e o deleite que o compositor sentiu com ele. "Ao mestre da música sobre Shoshannim." A tradução mais provável desta palavra é "Sobre os lírios" ("De acordo com a melodia Os Lírios", NVI). Esse pode ser um título poético dado a este mais nobre dos cânticos segundo a maneira oriental, ou pode ter relação com a música à qual foi associado, ou ao instrumento que deveria acompanhá-lo. Somos inclinados à primeira teoria, e, se for a verdadeira, é fácil ver como fica bem o empréstimo de um nome para um poema tão belo, tão puro, tão seleto, tão inimitável de acordo com os lírios dourados, cuja cor viva tinha maior brilho que a glória de Salomão. Para os filhos de Corá. Cantores especiais nomeados para tão divino hino. O rei Jesus merece ser louvado não com desvarios aleatórios, mas com a música mais doce e mais hábil dos coristas mais bem treinados. Os corações mais puros no templo espiritual são os cantores mais harmoniosos aos ouvidos de Deus; canto aceitável não é tanto questão de vozes melodiosas como de afetos santificados, mas em nenhum caso devemos cantar Jesus com corações despreparados. Maschil, uma ode instrutiva, não uma canção leviana, nem uma balada romanceada, mas sim um salmo de ensino santo, didático e doutrinário. Isso prova que deve ser espiritualmente compreendido. Bem-aventurado é o povo que conhece o sentido de seu som jubiloso. Um cântico de amores. Não uma canção sentimental de amor, mas um cântico celeste de amor eterno próprio para as línguas e os ouvidos dos anjos.
ASSUNTO
Alguns viram aqui apenas Salomão e a filha do Faraó - estes têm miopia; outros vêem tanto Salomão como Cristo - são vesgos; olhos espirituais bem enfocados vêem aqui só Jesus, ou, se Salomão estiver presente, deve ser como aquelas sombras anuviadas de transeuntes que atravessam na frente da câmera, só levemente traçáveis numa paisagem fotográfica. "O Rei", o Deus cujo trono é para todo o sempre, não é mero mortal e seu domínio sempiterno não é limitado pelo rio do Líbano e do Egito. Este não é um canto de casamento de núpcias terrestres, mas sim um Epitalâmio para o Noivo Celeste e sua esposa eleita.
DIVISÃO
Sl. 45.1 é uma participação de intenção, um prefácio ao canto; Sl 45.3 adorna a beleza ímpar do Messias, e a partir de Sl 45.3-9, são dirigidas a ele atribuições admiradoras de louvor. Sl. 45.10-12 são palavras faladas à noiva. Fala-se sobre a igreja ainda em Sl 45.13-15, e o salmo termina com nova fala dirigida ao Rei, predizendo sua fama eterna, Sl 45.16-17.



SALMO 47

TÍTULO
Ao mestre da música. Muitos cânticos foram dedicados a este dirigente do coral, mas ele não ficou sobrecarregado com isso. O culto de Deus é tão deleitoso que não nos pode entediar, e a parte mais deleitosa, o cantar de seus louvores, é tão prazerosa que nunca é demais. Sem dúvida, o grande músico, como era comissionado para preparar tantos cantos sacros, sentia que quanto mais tivesse, melhor. Um salmo para os filhos de Corá. Não podemos concordar com aqueles que pensam que os filhos de Corá foram os autores destes salmos; têm todos eles as indicações da autoria de Davi que se poderia esperar. Nosso ouvido já se acostumou ao som das composições de Davi, e nós estamos moralmente certos de que o ouvimos neste salmo. Todo perito detectaria aqui o autógrafo do filho de Jessé, se não estivermos muito enganados. Os coraítas cantaram estes salmos, mas cremos que não os escreveram. Cantores competentes foram aqueles cuja origem os lembrava do pecado, cuja existência foi prova de graça soberana, e cujo nome tem uma ligação próxima com o nome do Calvário.

ASSUNTO
É difícil decidir se o assunto imediato deste salmo é o carregar da arca da casa de Obede-Edom até o Monte Sião ou a celebração de alguma vitória memorável. Como até os doutores divergem, quem iria dogmatizar? Mas fica muito claro que tanto a soberania atual de Jeová como as vitórias de nosso Senhor são aqui colocadas em hino, enquanto docemente se gloriam em sua ascensão, tanto como na profecia dela.

DIVISÃO
Num salmo tão breve, não há necessidade de outra divisão do que a indicada pela pausa musical no fim de Sl 47.4.

SALMOS 2 E 20


 SALMOS DE EXALTAÇÃO À REALEZA - MESSIÂNICOS - SALMOS 2 E 20
SALMO 2

Podemos chamá-lo de SALMO DO MESSIAS, O PRÍNCIPE, pois apresenta, como se fosse uma visão maravilhosa, o povo tumultuado contra o ungido do Senhor, o propósito resoluto de Deus de exaltar seu próprio Filho, e o reinado final desse Filho sobre todos os seus inimigos. Recordemos com o olho da fé, vendo, como num espelho, o triunfo de nosso Senhor Jesus Cristo sobre todos os seus inimigos. Louth fez os seguintes comentários sobre este salmo: "O estabelecimento de Davi sobre o seu trono, não obstante a oposição feita pelos seus inimigos, é o assunto do salmo. Davi o mantém em dois planos, literal e alegórico. Se lemos o salmo inteiro, primeiro com o olho literal de Davi, o sentido é óbvio, e se situa acima de qualquer disputa com a história sagrada. Há mesmo um brilho descomunal na expressão das figuras de linguagem, e a maneira de dizer é até exagerada de vez em quando, como se fosse de propósito para sugerir, e levar-nos a contemplar, os assuntos mais elevados e importantes que nisso se ocultam. Depois deste aviso, se virmos o salmo, desta vez, relacionando-o com a pessoa e os interesses do Davi espiritual, uma nobre série de eventos surge à vista imediatamente, e o sentido se torna mais evidente, além de mais exaltado. O colorido que talvez pareça muito ousado e gritante para o rei de Israel, não mais parecerá quando colocado sobre seu grande antítipo. 

Depois de considerarmos com atenção os assuntos separadamente, se os considerarmos juntos, contemplaremos a beleza e majestade plena deste charmosíssimo poema. Perceberemos os dois sentidos muito distintos um do outro, mas que agem em perfeita harmonia, e mantêm uma semelhança admirável em cada aspecto e feição, enquanto a analogia entre eles é preservada com tanta exatidão, que qualquer dos dois pode ser aceito como o original do qual o outro foi copiado. Nova luz é lançada continuamente sobre a fraseologia, nova importância e dignidade são acrescentadas aos sentimentos, até que, ascendendo aos poucos das coisas inferiores para as superiores, dos afazeres humanos aos divinos, eles elevam o grande tema e, finalmente, o colocam na altura e resplandecência do céu." 

DIVISÃO
Este salmo será melhor entendido se for visto como um retrato quádruplo. Nos versículos 1, 2, 3, as nações rugem; de 4 a 6, o Senhor nos céus caçoa deles; de 7 a 9, o Filho proclama o decreto; e de 10 ao final, aconselha-se os reis a concederem obediência ao ungido do Senhor. Esta divisão não é só sugerida pelo sentido, mas é garantida pela forma poética do salmo, que cai de forma natural em quatro estrofes de três versículos cada. 

SALMO 20 

ASSUNTO 

Nós temos diante de nós um Hino Nacional, bom para ser cantado na eclosão de uma guerra, quando o monarca cinge sua espada para a luta. Se Davi não fosse fustigado com guerras, talvez nunca tivéssemos sido favorecidos com salmos como este. São necessárias as tribulações de um santo para que ele possa produzir consolação para outros. Um povo feliz roga aqui a favor de um soberano querido e, com coração amoroso, clama a Jeová: "Deus salve o rei". Deduzimos que esse cântico devesse ser cantado em público, não só pelo tema do canto, mas também pela dedicatória: "Ao mestre da música". Sabemos que seu autor foi o doce cantor de Israel, pelo título curto, "Um salmo davídico". A ocasião exata que o sugeriu, já seria pura tolice imaginar, pois Israel estava quase sempre em guerra nos dias de Davi. Sua espada pode ter ficado amassada por golpes, mas nunca ficou enferrujada. Kimchi lê o título, a respeito de Davi, ou, para Davi, e está claro que o rei é o assunto bem como o compositor do canto. Basta um momento de reflexão para perceber que esse hino de oração é profético do nosso Senhor Jesus, e é o brado da antiga igreja a favor de seu Senhor, quando ela o vê em visão suportando uma grande guerra de aflições em prol dela. O povo militante de Deus, com o grande Capitão da salvação à frente, pode rogar ainda com sinceridade para que prospere em sua mão o que agrada ao Senhor. Procuraremos nos ater a essa visão do assunto em nossa curta exposição, mas não podemos restringir nossos comentários. 

DIVISÃO
Os primeiros quatro versículos são uma oração pelo sucesso do rei. Os versículos 5, 6 e 7 expressam confiança resoluta em Deus e seu Ungido; o versículo 8 declara a derrota do inimigo, e o versículo 9 é um apelo final a Jeová. 



















SALMO 119:113-176


Os Salmos de Exaltação à Lei de Deus (II):
SALMO 119:113-176

Continuação – Parte 3/3

113-120 Sâmeque A Fidelidade do Servo.
O salmista era singelo de mente; ele amava a Deus e à lei do Senhor. Em conseqüência, ele era estável, diferente do homem de mente dúplice (Tg 1.8). Duplicidade é semelhante à palavra que Elias empregou, desfazendo daqueles que “coxeavam entre dois pensamentos” (1Rs 18:21). Os homens que estão sempre em cima do muro, cada hora tendem para um lado. Seja firme na sua fé em Deus e confiante nas suas promessas.
Vs. 116 NTLH “Dá-me forças, como prometeste, e eu continuarei vivo; não permitas que eu fique desiludido com a minha esperança.”

121-128 Ain Pressões da parte dos ímpios.
Vê-se aqui, que o salmista estava se sentindo cansado de esperar a justiça divina. Ele clama a Deus para que não permita que os orgulhosos o façam sofrer e com a honestidade direta que o caracterizava, ele diz a Deus que este tinha adiado seu julgamento já por tempo bastante. Os ímpios mereciam o castigo que deveriam receber.
Vs. 123 NTLH “Os meus olhos estão cansados de tanto olhar, esperando que me salves e assim cumpras a tua promessa.”

129-136 Pê A Explicação da tua palavra traz luz.
O salmista queria que o Senhor o guiasse por toda a sua vida. Ele percebia que o indivíduo está dentro da vontade de Deus enquanto busca obedecer a sua palavra revelada. Mas ele também compreendia que a obediência é impossível, a menos que Deus lhe supra a graça para assim fazer.
Vs. 130 NTLH “A explicação da tua palavra traz luz e dá sabedoria às pessoas simples.”

137-144 Tsade A Palavra de Deus é justa, pura, verdadeira, eterna, etc.
Vs. 140 NTLH “Como é firme a tua promessa! E como este teu servo a ama!

145-152 Cofe Invocar o Senhor de todo o coração, o dia todo.
Vs. 149a NTLH “Ouve-me. Ó Senhor Deus, por causa do teu amor! ...”

153-160 Reche Vivificação segundo a promessa, os juízos, a bondade.
Quando confiamos a nossa vida a Deus, ele restaura a nossa integridade. Podemos estar certos que nos defenderá e nos protegerá daqueles que nos perseguem. Podemos contar com ele para nos animar quando o processo de recuperação se mostrar difícil e doloroso.
Vs. 154 NTLH “Defende a minha causa e livra-me dos meus inimigos; conserva-me vivo, como prometeste.”

161-168 Chim Amar a lei do Senhor ardentemente.
Vs. 165 NTLH “Aqueles que amam a tua lei têm muita segurança e não há nada que os faça cair.”

169-176 Tau Súplica a Deus, porque o servo não se esquece da palavra do Senhor
Vs. 174 NTLH “Como desejo que me ajudes, Ó Senhor Deus! Na tua lei encontro a felicidade.”

SL 119 – PARTE 2


SALMO DE EXALTAÇÃO À LEI DE DEUS – SL 119 – PARTE 2


Pela graça de Deus podemos nos encontrar mais uma vez para o nosso estudo nos Salmos. Continuamos hoje considerando o primeiro dos 6 temas gerais nos quais foi estruturada este sequência de lições.
Vamos, pois, à segunda parte dos salmos de exaltação à Lei de Deus.
O salmo 119, objeto do nosso estudo de hoje, é o mais longo capítulo de toda a Bíblia, com os seus 176 versículos. Mas não é somente por esta característica que tão facilmente identificamos esse salmo.
Todos os seus versos são uma declaração a respeito de um mesmo assunto: a Palavra de Deus. São assim 176 ditos ou provérbios a respeito da Lei do Senhor. Diferentes sinônimos são usados para designá-la: Palavra, Lei, Estatutos, Testemunhos, Preceitos, Mandamentos, Ordenanças, Juízos, Caminhos e outros que encontramos na nossa tradução da Bíblia. Henry Morris, no seu livro “Amostra dos Salmos” nos ensina que no original hebraico são apenas 8 os sinônimos utilizados, e que a utilização destes sinônimos obedece uma regra de um modo tão organizado que neles se encontra uma perfeita aritmética. Infelizmente tal não pode ser percebido em nossa língua. Mas há uma outra estruturação da poesia hebraica que podemos vislumbrar, ainda que parcialmente. Este salmo, no original, é um acróstico (Composição poética em que as letras iniciais dos versos formam, lidas verticalmente, palavra(s) ou frase.), com um bloco de 8 versos para cada letra do alfabeto hebraico. Como são 22 letras naquele alfabeto, multiplicado por 8 temos a razão porque são 176 versos. Podemos perceber tal acróstico na nossa Bíblia, pois, na maioria das Bíblias, a letra do alfabeto encabeça cada grupo de versículos a que se refere. Dentro desses grupos, cada um dos versos em hebraico começa sempre com a letra do grupo a que pertencem.
Sendo uma coletânea de ditos sobre a Palavra de Deus, organizada em forma de acróstico, a simples leitura desse salmo pode produzir certa desconcentração, visto que não houve a preocupação de um encadeamento do assunto, com uma proposição, uma elaboração e uma conclusão. Talvez isto explique porque tão poucos versos desse salmo estão gravados na nossa memória, como o v. 105 “ Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para o meu caminho”. Mas essa desorganização superficial não deve esconder de nós nem nos afastar da mensagem que este salmo nos apresenta, sobre o valor da Palavra de Deus para os homens; sobre o benefício que podemos ter ao buscá-la e sobre o amor e dedicação que lhe devemos separar. Nada melhor ao estudar os Salmos que lê-los. Vamos, portanto, proceder a uma leitura parcial do salmo 119, encadeando alguns dos seus versos, a começar por uma definição do que é a Lei de Deus, como nos apresentada pelo v. 160 “ A soma da tua palavra é a verdade, e cada uma das tuas justas ordenanças dura para sempre”.
Os benefícios da Palavra para nós são diversos, citando-se a sabedoria que ela nos traz (v.98 a 100) “ O teu mandamento me faz mais sábio que meus inimigos, pois está sempre comigo. Tenho mais entendimento que todos os meus mestres, porque os teus testemunhos são a minha meditação. Sou mais entendido do que os velhos, porque tenho guardado os teus preceitos”.
Não sei se temos atinado para toda a profundidade desses 3 versos: A Palavra do Senhor traz sabedoria para o nosso viver diário, na complexidade de situações que temos a enfrentar. Ela nos faz mais sábios que nossos inimigos, que nossos mestres e daqueles que tem mais experiência de vida que nós: 3 tipos de pessoas frente às quais tendemos a nos sentir inferiorizados. No entanto, isso não deve acontecer se estivermos fundamentados na Palavra que nos traz a sabedoria para a vida. Além da sabedoria, a Palavra traz um outro benefício fundamental para o nosso viver cotidiano: A serenidade e a tranqüilidade para enfrentar as mais difíceis situações. Vejamos alguns versos que nos lembram isso. (v.23) “Príncipes sentaram-se e falavam contra mim, mas o teu servo meditava nos teus estatutos” (v.50) “Isto é a minha consolação na minha angústia, que a tua promessa me vivifica” (v.92) “Se a tua lei não fora o meu deleite, então eu teria perecido na minha angustia”. E (v165) “Muita paz têm os que amam a tua lei, e não há nada que os faça tropeçar”. Desejo que eu mesmo, e todos nós tenhamos a Palavra do Senhor tão firme conosco que esta serenidade no embate se confirme na nossa própria experiência.
E quanto à nossa atitude com relação a essa Palavra preciosa? Ah se pudemos ter a mesma dedicação que o salmista demonstra, (v.97) “Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação o dia todo.” (147 e 148) “ Antecipo-me à alva da manhã e clamo; aguardo com esperança as tuas palavras. Os meus olhos se antecipam às vigílias da noite para que eu medite na tua palavra.”
(v 62) “ A meia noite me levanto para dar-te graças por causa dos teus retos juízos.” (v. 164) “Sete vezes por dia te louvo pelas tuas justas ordenanças.” Mais do que gastar o tempo com a palavra, há um anseio por ela, como no v.20 “A minha alma se consome de anelos por tuas ordenanças em todo o tempo.” Ou no verso 131: “Abro a minha boca e arquejo, pois estou anelante pelos teus mandamentos.” Tal dedicação e desejo pela Palavra deve torná-la o bem mais prazeroso que se pode ter, a própria alegria de viver, como no v.54 “ Os teus estatutos tem sido os meus cânticos na casa da minha peregrinação”.
E ainda no v.24 “Os teus testemunhos são o meu prazer e os meus conselheiros”. E no v.162: “Regozijo-me com a tua palavra, como quem acha grande despojo.”
Creio que podemos concluir que por mais que temos nos dedicado à Palavra de Deus, por mais sério que tem sido o nosso estudo dela, e por mais que já tenhamos nos esforçado em fazer desta Palavra o guia da nossa vida, ainda não podemos acompanhar o salmista em todas essas declarações. Precisamos mais amor, mais desejo, mais dedicação. Isso também o salmista desejava de tal maneira que podemos acompanhar o salmista com sinceridade nestas suas declarações (v.18)
“ Desvenda os meus olhos para que eu veja as maravilhas da tua lei.” E (v.32) “Percorrerei o caminho dos teus mandamentos, quando dilatares o meu coração.”
Que estas sejam as nossas petições ao final desta leitura parcial do salmo 119.

SALMO 119:1-56


Os Salmos de Exaltação à Lei de Deus (II):
SALMO 119:1-56

O Salmo 119 Enaltece a Palavra de Deus

Entre os aspectos interessantes do Salmo 119 encontra-se que ele é acróstico; mas, dessemelhante da maioria dos outros salmos acrósticos, em que cada versículo sucessivo começa com uma letra sucessiva do alfabeto hebraico, neste salmo, oito versículos por vez começam com cada letra sucessiva. Havendo vinte e duas letras no alfabeto hebraico, o salmo tem 176 versículos, tornando-o o salmo mais comprido.

Contudo, o mais notável é o modo em que o escritor desenvolveu seu tema de apreço da Palavra de Deus. Assim, encontramos nele oito termos referentes à Palavra ou aos feitos de Deus, numa média de vinte e duas vezes cada — num total de 176 vezes. Estes termos são: Lei; Testemunhos; Preceitos; Decretos; Mandamentos; Juízos; Palavra e Promessa.

Na leitura desse Salmo, medite nas mensagens de cada estrofe e cada versículo. Alguns dos assuntos tratados são:

1-8 Álef Buscar o Senhor de coração e seguir à risca os seus mandamentos.



9-16 Beit Seguir os preceitos de Deus, desde a juventude.



17-24 Guímel Mesmo enfrentando adversidade, o servo que segue o caminho do Senhor sente sossego.



25-32 Dálet Buscar a palavra de Deus, na tristeza e na alegria.



33-40 Hê Inclinar o coração aos testemunhos de Deus e seguí-los até ao fim.



41-48 Vav Falar a palavra de Deus, sem se envergonhar.



49-56 Zain A palavra de Deus é motivo de alegria na tristeza.

Qualificações de Um Adorador (Salmo 15)

Qualificações de Um Adorador (Salmo 15)




Introdução:

Quando aceitamos a Cristo, nós automaticamente passamos a estar incorporado a um seleto número de pessoas que decidiram abandonar o pecado e viver uma vida santa. Esta nova vida, traz consigo algumas responsabilidades, dentre elas e a mais séria é vivermos a cada dia como Jesus viveu. A sermos a cada dia que passa mais parecidos com ele. Esta nova vida, como o próprio termo já diz, é caracterizada por não vivermos mais aprisionados as antigas paixões, sentimentos e atitudes, ou seja, é uma vida completamente nova. Passamos agora a ser reconfigurados para vivermos como filhos de Deus.

Bem! Deus sabia que sozinhos não conseguiríamos isto, foi necessário ele ter enviado seu precioso filho para morrer por um grande número de pessoas (Igreja) e enviado o seu Espírito Santo para fazer intercessões por nós, assim como fazer nós nos desviarmos dos pecados pesando sobre a nossa consciência o erro e o arrependimento.

Deus é santo. Por isso precisamos ser santos também! Para isto a revelação de Deus nos veio como uma bússola para nos orientar acerca do que devemos fazer. Deus precisa de uma igreja santa.

Neste Salmo, Deus examina a consciência do homem. Revela-o a necessidade de ser íntegro em seus procedimentos.

Este Salmo está definido como salmo sapiencial/didático, ou seja, medita profundamente sobre a Lei de Deus e traz em seu bojo uma gama de sabedoria divina e alerta ao homem como seguir os caminhos de Deus.

Os salmos são uma ponte entre os sentimentos dos israelitas e seu Deus. É um diálogo com aquele que é o seu libertador, criador, refúgio e proteção.

Pois este salmo não é diferente. Veremos quais as qualificações necessárias que Deus requer daquele que permanecerá para sempre com Ele em sua morada.

 1 – A Grande Pergunta (v. 1);→ Salmo 24.3-6

1.1 - Quem, Senhor, habitará no teu tabernáculo?

Este padrão de pergunta e resposta pode ter como modelo o que acontecia em certos santuários do mundo antigo, com o adorador perguntando as condições de admissão e o sacerdote dando a resposta. Embora, entretanto, a resposta esperada poderia ter sido uma lista de exigências rituais (Êx. 19.10-15; 1 Sm 21. 4-5). O salmista usa a figura do tabernáculo para ilustrar a morada de Deus.

1.2 - Quem há de morar no teu santo monte? (Hb. 12.22)

A concepção israelita algumas vezes concebia que Deus se manifestava nos lugares altos, por isso temos o salmista perguntando no salmo 121: “Levanto os meus olhos para o monte de onde me virá o socorro, o socorro vem do senhor que fez os céus e a terra”. O monte Sião é o monte do Senhor. É a casa de Davi. É o céu.

2 – Resposta Geral (v.2)

1.1 - O que vive com integridade,

A Igreja de Deus deve ser diferente por que servimos um Deus santo, íntegro e bondoso. Somos diferentes porque não nos amoldamos às características dos homens e mulheres que não querem nada com Cristo. A integridade foi uma característica marcante na vida de Jó e Jesus.
 
1.2 -Pratica a justiça,

A justiça era um elemento importante à moral israelita. Se o próprio Deus é conhecido por causa da sua justiça perfeita e reta, quanto mais devemos proceder de tal forma. Em Dt. 10. 17, 18 Moisés diz que Deus faz justiça ao órfão e a viúva e ama o estrangeiro, dando-lhes pão e veste. Deus não ama a justiça apenas de lábios, mas demonstra pelo cuidado com oseus filhos. Pois abominação era para o Senhor todo aquele que faz injustiça (Dt. 25). Porque bem-aventurados são aqueles que têm sede e fome de justiça, e que serão perseguidos por causa dela (Mt. 5.6, 10).

1.3 - De coração, fala a verdade.

Ser seguro e digno de confiança e não apenas meramente correto. Davi foi um exemplo de alguém que viveu nestes termos, segundo o testemunho e seu próprio filho Salomão em 1 Reis 3.6, ele diz que Davi: andou com fidelidade, em justiça, em retidão de coração. Davi, apesar dos pecado cometidos, era alguém da confiança de Deus. Ele não foi escolhido por acaso. Deus conheceu seus mais íntimos sentimentos e pensamentos. Deus precisa de pessoas como Davi, para que ele dê responsabilidades até maiores do que a de Davi. Deus pode cumprir a sua vontade independente do homem, mas ele nos deu este privilégio de participarmos nos amoldando de sua vontade e de suas obras

 1.1 – O que não difama com sua língua,

O Livro de Tiago é um livro clássico quando se trata do poder da língua na vida do crente. Ele diz que se alguém é religioso e deixa de frear sua língua sua religião é vã. Se você realmente quer que sua religião seja vã, então não freie a sua língua. Tiago conhece bem o poder que ela tem por isso disse: “Ora, a língua é fogo; é mundo de iniqüidade.”. Em outro verso ele diz que o homem por si só não é capaz de freá-la, certamente ele precisa da ajuda do Espírito Santo para isso.

1.2 - Não faz mal ao próximo;

Este princípio Jesus estabeleceu ao resumir a Lei em apenas duas: amarás ao senhor teu Deus de todo o teu coração e de toda a tua alma e de todo o teu entendimento e ao teu próximo como a ti mesmo. Amar não é fazer o mal, isto é óbvio. Seja de que natureza for!

1.3 - Nem lança injúria contra seu vizinho;

Não podemos pagar injúria com injúria, mas bendizendo. Este é um princípio em 1 Pedro que evoca uma atitude ou procedimento puro para com as palavras. Não ofender. Não insultar.

1.4 - O que, a seus olhos, tem por desprezível ao réprobo, mas honra aos que temem ao Senhor; →parece uma atitude farisaica, mas é pura lealdade. E.g (Gn 14. 17-24 – as atitudes de Abraão com os dois reis)

1.5 - O que jura com dano próprio e não se retrata → Pv. 6.1-5 (ensina que, ao perceber o seu erro, a pessoa pode corretamente implorar sua desobrigação);

1.6 - O que não empresta o seu dinheiro com usura, → tirar proveito das desgraças do próximo, e.g.

Dt. 23.19.

1.7 - Nem aceita suborno contra o inocente → a lei permitia, enquanto proibia a extorção e encorajava a generosidade (Êx. 23. 8)

4 – Promessa (v.5a )

1.1 – Não será jamais abalado. → a ameaça de insegurança é enfrentada pela confiança total em Deus, não por se aliar aos fortes. É por isso que esta última frase tem seu pleno sentido.